Um mundo onde as tempestades são armas e as bestas gigantes são casas.
Em Of Peaks and Tides acordas como um dos Nolands, os humanos abandonados pelos deuses, sem nada nas mãos e num mundo em ruínas.
Everland já esteve ligado ao divino. Uma guerra entre o Céu e a Terra cortou essa ligação, deixou a civilização desfeita e a humanidade entregue a si própria.
A partir daí, o ciclo é o do género: recolher, construir, sobreviver. Mas o objetivo final não é só aguentar, é descobrir o que restou das civilizações perdidas e, eventualmente, enfrentar os deuses que vos deixaram para trás.
É um jogo de sobrevivência e fabrico em mundo aberto, feito em Unreal Engine 5 pelo estúdio chinês CyancookGames, e a grande aposta está na física: quase tudo no mundo reage, e quase tudo pode ser usado de formas que o jogo não te obriga a descobrir por um caminho fixo.
Um ano depois do anúncio, a equipa voltou a mostrá-lo com ambientes mais dinâmicos, mais interações com o cenário e confrontos com chefes em maior escala.
Informações do Jogo
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Dev: CyancookGames (Xangai), equipa com passagem pela Tencent e por Naraka: Bladepoint e Diablo Immortal
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Data de lançamento: Por anunciar
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Géneros: Sobrevivência, Fabrico, Mundo Aberto, Sandbox, Ação
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Plataforma: Windows (PC)
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Modo: Um jogador e cooperativo online
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Motor: Unreal Engine 5
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Requisitos anunciados: 32 GB de RAM e RTX 3060 no mínimo; processador de 8 núcleos e RTX 4070 recomendados
Mitologia Chinesa em Vez de Vikings
A maior parte dos jogos de sobrevivência vai buscar o cenário ao pós-apocalipse, à fantasia europeia ou à mitologia nórdica.
Aqui a inspiração é o Shan Hai Jing, o «Clássico das Montanhas e dos Mares», um compêndio chinês antigo de geografia fantástica e criaturas míticas, que explica também o nome do jogo.
É daí que saem os habitantes de Everland: o Fuzhu, o Little Taotie (versão pequena do Taotie, a besta insaciável que devora tudo), macacos traquinas e o Giant Xi, entre outros.
O mundo divide-se em biomas distintos (a Cangmu Source, florestas densas, desertos a perder de vista e picos cobertos de neve), cada um com desafios e descobertas próprios.
A Física Como Ferramenta
É aqui que o jogo quer diferenciar-se, e as ideias que mostra são das mais interessantes que vimos no género nos últimos tempos:
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O clima entra no combate. Tempestades de areia e nevões não são só perigos: podem ser usados para desequilibrar um inimigo ou mudar o rumo de um confronto.
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As plantas prendem monstros. Vegetação nativa pode imobilizar criaturas gigantes ou desviar-lhes o caminho.
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Bases em movimento. Podes domar bestas enormes e construir a base no dorso delas, e há criaturas voadoras gigantes que servem de transporte.
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Qualquer coisa é uma arma. Martelos de bagas, martelos de colmeia e combinações improváveis que, segundo o estúdio, funcionam até contra bosses.
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Um ecossistema que vive sem ti. As criaturas caçam, escondem-se e reagem ao que as rodeia, em vez de ficarem paradas à espera de serem atacadas.
A filosofia resume-se no lema do estúdio, «Boundless Creativity, Imaginative Combat»: a solução para cada problema deve vir da experimentação, não de uma receita.
Estado Atual
O jogo foi anunciado em agosto de 2025 e mostrado com demo jogável na gamescom e no Tokyo Game Show desse ano.
Depois disso, a equipa entrou numa fase de desenvolvimento mais fechada.
A nova versão foi apresentada num evento presencial de dois dias em Xangai, onde mais de 500 jogadores a experimentaram.
Entre os sistemas mostrados estão o fabrico, os desastres naturais e um sistema de estradas e pontes.
Não há data de lançamento. Quando foi anunciado, o jogo tinha como alvo 2026; este novo comunicado já não refere prazo nenhum.
Onde Acompanhar
- Steam (lista de desejos): Of Peaks and Tides no Steam
Para Discussão
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O género de sobrevivência e fabrico está saturado há anos. A física reativa e a mitologia chinesa chegam para te fazer olhar para este, ou já estás cansado da fórmula independentemente do cenário?
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Jogabilidade emergente é das promessas mais fáceis de fazer num trailer e das mais difíceis de cumprir num jogo completo. O que te convenceria de que isto funciona mesmo? Uma demo, análises, ou só acreditas depois de jogar?
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32 GB de RAM como requisito mínimo é muito, mesmo para Unreal Engine 5. Tens máquina para isto, ou é daqueles requisitos que te fazem desistir antes de começar?
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Que outras mitologias gostavas de ver exploradas em jogos, fora das nórdicas, gregas e egípcias de sempre?
